Eleições no Equador: Ascensão e queda de Maria Paula Romo


Bruno Santos Dias

Foi há exatamente cinco anos. Dezembro de 2015. Eu havia acabado de concluir o primeiro trimestre do mestrado, iniciado em outubro anterior, e me preparava para o recesso de fim de ano no calor de Salinas, o mais badalado balneário equatoriano, cidade de minha companheira e nossa família no Equador. Mas os colegas do programa estavam empolgados com a aventura recém começada da pós-graduação e no grupo de WhatsApp conjecturavam os possíveis professores do seguinte ciclo. Um desses colegas, aquele que sempre tinha informações privilegiadas porque conheciam e circulavam bem na coordenação do curso escreveu “Maria Paula vai ministrar a disciplina de Dimensões legais da comunicação”, outra estudante, correspondente na Asamblea Nacional, em Quito, de um dos mais importantes jornais de Guayaquil, logo completou animada “Não acredito! Sou admiradora da Maria Paula, minha filha se chama Paula em homenagem a ela!”. 

Eu já morava no Equador há pouco mais de dois anos, mas não fazia ideia de quem se tratava. Pra não ficar completamente deslocado, googlei: eles falavam de María Paula Romo, advogada e política equatoriana, naquela ocasião, por volta dos seus 35 anos, formada pela Universidad San Francisco de Quito, a preferida das elites quitenhas (com um campus que parece cenário de High School Musical), onde iniciou a docência universitária com apenas 23 anos e, aos 25, em 2004, fundou, com outros colegas da mesma faixa etária, um movimento político chamado Ruptura de los 25. Como se isso não bastasse, seu currículo prodigioso incluía ainda o título de assembleia constituinte, para o qual foi eleita em 2007, aos 28 anos, e o de parlamentar na Asamblea Nacional del Ecuador, cargo que ocupou até 2013. 

Era mesmo de se esperar que suas aulas gerassem alguma expectativa. Naquela época, Rafael Correa caminhava para seu último ano de governo, despertando os amores e ódios que basicamente constituíam os dois lados naquele grupo de WhatsApp de estudantes de mestrado e, ali, os correístas também se manifestaram. Na opinião deles María Paula até era uma figura interessante, mas sua posição intransigente de crítica ao governo de Rafael Correa fazia justamente o jogo que interessava às oligarquias que ela e seus companheiros do movimento Ruptura diziam combater. 

Uma esquerda feliz

O movimento Ruptura de los 25 nasceu nos corredores da Universidade San Francisco de Quito por ocasião da celebração dos 25 anos de retorno da democracia no Equador. Tinha como plataforma uma nova maneira de fazer política para o país, envolto numa sequência de crises políticas, com trocas sucessivas de presidentes e até de moeda. Uma das primeiras intervenções do movimento foi um evento, em setembro de 2004, no centro histórico da capital. Utilizando fotos da classe política de então, perguntavam ¿Quién jodió al país? (numa tradução livre, algo como “quem zoou o país”). Em 2005 ganhou projeção nacional ao participar da Rebelión de los forajidos, que derrubou o presidente Lucio Gutiérrez. O Ruptura tinha em sua plataforma da despenalização do aborto à renovação política, por meio de uma esquerda que chamavam de ‘’feliz’’. Nos anos seguintes o movimento integrou a coalizão Alianza País, que elegeu Rafael Correa presidente e alçou alguns dos seus nomes, entre eles María Paula, à política institucional.

Contudo, depois de ajudar a eleger duas vezes Rafael Correa e ainda compor a Assembleia Constituinte, em 2011, acusando-o de tendências autoritárias, o movimento abandonou o governo. Sem o apoio do Alianza País, Maria Paula não conseguiu ser reeleita para o parlamento. Mas não saiu dos holofotes, passou a ocupar um lugar intermediário no espectro político equatoriano: seguia com sua atividade de professora universitária ocupando o decanato de Jurisprudência e Ciências Sociais da Universidad Internacional del Ecuador e lecionando nos programas de pós-graduação da Universidad Andina Simón Bolívar, dava palestras, participava de eventos… era requisitada. Junto ao histórico de haver ajudado a escrever a elogiada constituição equatoriana, tudo isso a qualificava ainda mais para entrevistas em programas de televisão e rádio, dos mais populares aos mais eruditos, conservadores e progressistas, onde, com orgulho, declarava-se feminista e de uma esquerda que preza pela democracia e a justiça social. Foi uma das vozes mais críticas à Ley Orgánica de Comunicación, acusada por ela de um ataque à liberdade de expressão, e às reformas laborales, que em sua opinião suprimiriam direitos conquistados dos trabalhadores para servir aos interesses do empresariado. 

Ao longo de 2016 despontou como possível candidata à presidência nas eleições de 2017, numa aliança do seu movimento com o partido Izquierda Democrática. A aliança conquistou um sólido apoio da esquerda ilustrada de Quito, que era contra o neoliberalismo de Guillermo Lasso, tanto quanto o “populismo bolivarianista autoritário” de Correa e seu candidato naquela eleição: Lenín Moreno.

A profecia

Conta-se que quando Maria Paula tinha por volta dos seis anos, seu avô a convenceu de que ela seria a primeira presidenta do Equador. Antes mesmo de se tornar possível, a “profecia” não se cumpriu. A primeira presidenta (ainda que apenas por dois dias) foi Rosalía Arteaga, em 1997, quando María Paula tinha apenas 18 anos. Entretanto, não é necessário ser muito próximo a ela para perceber que as palavras do avô parece terem se tornado uma obsessão em sua vida. Se pelo avô ou não, não se sabe, mas a própria Maria Paula algumas vezes já expressou o quanto se julgava preparada para tal. Também não foi em 2017, quando a aliança que seu movimento compôs terminou escolhendo como candidato o general reformado e ex-prefeito de Quito Paco Moncayo. Se planejado ou não, o fato é que a trajetória dela nos últimos anos apontava para um momento triunfante em 2021.

Tudo começou quando Lenin Moreno, pouco depois de ter assumido a presidência, rompeu com Rafael Correa. Para afastar-se completamente do padrinho político, o novo presidente foi mudando pouco a pouco as figuras do correísmo que compunham seu governo, trazendo para o seu ministério desde nomes simpáticos ao mercado e a grupos de direita até desafetos de Correa. Um deles foi Juan Sebastián Roldán, que passou então a ocupar a Secretaria da Presidência da República. Roldán era um daqueles jovens que lá em 2004, junto a María Paula, fundou o movimento Ruptura. Ambos mantinham desde aquela época uma amizade extremamente próxima, a ponto dele afirmar que considerava a relação dos dois quase como uma irmandade. Conquistando cada vez mais influência no governo, não parecia coincidência quando, seis meses depois, em setembro de 2018, sua amiga-irmã foi também convidada a ser Ministra do Interior.

Já naquela época María Paula trazia na biografia de seu perfil no Twitter a frase “feminista da esquerda que acredita em direitos e liberdades”. De fato, à parte os correístas mais apaixonados, ela ainda gozava de certo respeito e admiração por muitas figuras da esquerda equatoriana, incluído aí, movimentos sociais. O ministério do interior vinha desde março daquele ano enfrentando grande pressão por conta da atuação diante do sequestro e assassinato da equipe de jornalistas do diário El Comercio na fronteira com a Colômbia. Desde então, María Paula era o terceiro nome a ocupar a pasta. Apesar de efetivamente ter feito pouco, com sua retórica convincente e uma significativa mudança de postura na condução do ministério, conseguiu diminuir a pressão da opinião pública sobre o caso, além de conquistar certo respeito entre opinólogos e políticos conservadores, entre eles, o banqueiro Guillermo Lasso

Três meses depois, em dezembro de 2018, o presidente Lenín Moreno, com  popularidade ladeira abaixo, anunciou a criação do Ministério de Governo, uma espécie de super pasta que, sob a gestão de Romo, passaria a incluir, além do Ministério do Interior, também a Secretaria de Gestão Política (algo como a Casa Civil, no Brasil). Maria Paula passou a ter status de quase primeira ministra, figura mais forte do governo e quem, de fato, respondia mais diretamente sobre suas ações. 

O ano de 2019 iniciaria bem para predestinada. E seguiu assim por muitos meses. Não que não tivesse enfrentado crises. Já em abril, expulsou Julian Assange da Embaixada equatoriana em Londres, naquilo que, talvez, sepultou de vez a pouca simpatia que lhe restava na esquerda. Conduziu logo em seguida a prisão de Ola Bini, ciberativista sueco, num processo extremamente questionado, acusado de arbitrário por diversas organizações internacionais e até hoje mal explicado. Em julho a imprensa divulgou que ela e seu companheiro, o também ministro Iván Granda, haviam utilizado um helicóptero da Polícia Nacional para uma viagem particular de lazer durante o carnaval. O fato lhe rendeu seu primeiro e falido processo de impeachment. Em agosto, quando o vídeo de um policial chutando uma pessoa algemada no chão se tornou viral, Romo saiu em coletiva de imprensa para defender o policial dizendo que ele atuou como ser humano e que não seria sancionado porque “essa não pode ser a mensagem que damos aos nossos policiais”.

Ao longo de seu primeiro ano como super ministra,  ainda enfrentou uma crise de rebeliões no sistema prisional, a viralização de outro vídeo, em que uma mulher foi assassinada em frente às câmeras por um imigrante, o que pôs em questão não apenas o procedimento da polícia na ocasião, com, a base de muita xenofobia, os controles migratórios nas fronteiras e a exploração de mineradoras ilegais que incluiu uma operação cinematográfica numa zona ao centro-norte do país. Nada disso, contudo, parecia abalar sua imagem segura e firme, muito menos a confiança e aparente carta branca que ela tinha do presidente. Com um hábil trato político e uma questionável relação com os meios de comunicação, que incluía a política dos chamados comités editoriales — reuniões regulares e a portas fechadas com donos, diretores e executivos das mídias mais importantes do país — estes episódios, na verdade, até fortaleciam sua figura e seu nome sempre figurava nos debates e pesquisas sobre o próximo pleito presidencial. O caminho para uma candidatura forte às presidenciais em 2021 parecia cada vez mais livre. 

Até que chegou o mês de outubro…

O início do fim

Não foi senão a partir da convulsão social provocada a partir dos protestos contra o decreto 881, em outubro de 2019, que María Paula Romo mostrou de vez quem era. Naqueles dias, a Polícia Nacional, sob suas ordens, imprimiu uma repressão há muito tempo não vista naquele país e que mereceu manifestação pública de reprovação e preocupação por parte tanto de organizações locais, como parlamentares da oposição e organismos como a Defensoría del Pueblo, quanto internacionais, como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), e a ONG Human Rights Watch.

O saldo daqueles dias incluíram 11 mortos, mais de 1000 pessoas seriamente feridas, entre elas, ao menos 15 com a perda de um olho, uma série de prisões arbitrárias e um uso desproporcional da força, com direito a utilização de bombas de gás lacrimogêneo vencidas em universidades que abrigavam mulheres grávidas e crianças especialmente das populações indígenas que haviam se mobilizado à capital para protestar. Romo, contudo, saiu em uma defesa intransigente da polícia, acusando o ex-presidente Rafael Correa de estar por trás dos atos e justificando sua conduta sob o argumento de que o país estava sob uma tentativa de golpe de estado. Sua postura deixou claro que a repressão violenta daqueles dias não foi um excesso não planejado pela ministra, senão algo perfeitamente sob seu controle, o que lhe garantiu a alcunha popular de ‘María bala y plomo’ (bala e chumbo).

Mas isso foi apenas o início. Utilizando seu posto de ministra para garantir alguns benefícios e privilégios à corporação, além de fazer defesas públicas dos desmandos de seus comandados, Romo mantinha a fidelidade das forças policiais mesmo em um ambiente de total descrédito perante a população. Ao longo de 2019 Romo havia enfrentado dois processos de impeachment, iniciados antes de outubro: o primeiro apresentado por um parlamentar do partido de Guillermo Lasso, o centro-direita CREO, o segundo pela ala correísta da Asamblea Nacional. Mesmo o julgamento acontecendo apenas em dezembro daquele ano, depois dos protestos, foram arquivados por ampla maioria, o que mostrava que mesmo com uma imagem rachada pelos protestos de outubro — respeitada pelas elites conservadoras que aplaudiram a repressão, e questionada pelos movimentos sociais e pelas camadas mais populares que viveram na pele a repressão daqueles dias — a ministra mantinha um sólido capital político.

Um terceiro processo de impeachment foi apresentado em janeiro de 2020. Dessa vez, o argumento principal era a repressão desmedida nos protestos de três meses antes. A proposta foi encabeçada por dois parlamentares independentes e, como os anteriores, não parecia ser motivo para muitas preocupações. Contudo, em março, a pandemia chegou de maneira avassaladora, levando o Equador, e mais especificamente a cidade costeira de Guayaquil, às manchetes dos principais veículos de comunicação do mundo pela morbidez das imagens de corpos abandonados pelas ruas. A causa foi um colapso no sistema funerário da cidade, mas a responsabilidade recaiu sobre Romo, que vinha assumindo, desde que o vírus começou a se espalhar pelo mundo, o papel de liderança nas medidas de contenção por parte do governo. Um momento emblemático foi a entrevista concedida a Fernando del Rincón no canal CNN em espanhol, no qual a ministra acusava “redes correístas” de tentar usar a situação equatoriana para causar pânico na população com a difusão daquelas imagens. A postura incisiva e questionadora do entrevistador se difundiu em contas de facebook e grupos de whatsapp por todo o país.

Alguns meses depois, em agosto deste ano, um ex-parlamentar da base governista, destituído por formação de cartel na utilização dos recursos destinados ao combate à pandemia, revelou, por meio do canal virtual La Posta que havia uma estrutura de divisão desses recursos que teria a ministra Romo como articuladora. Ainda que as investigações tenham sido conduzidas de maneira extremamente lenta e pouco interessada pelo Ministério Público, foi um golpe duro na já arranhada imagem da ministra. No início da pandemia, ela e o então vice-presidente Otto Sonnenholzner haviam assumido o protagonismo do combate ao vírus no país, com um potente uso da máquina pública de publicidade em seu favor. Na avaliação de muitos, uma tentativa de salvar a carreira política da ministra, alçando a Otto como cabeça de chapa para as eleições presidenciais que teria a Romo como vice. Se foi essa a ideia, subiu no telhado. Otto renunciou ao cargo de vice-presidente em julho e em agosto, pouco depois da reportagem do La Posta, declinou de sua candidatura à presidência. Nesse ínterim, ainda houve a tentativa de alçar Maria Paula ao posto de vice-presidenta, encabeçando a lista tríplice enviada por Lenin Moreno à Asamblea Nacional. Romo foi superada de maneira acachapante no parlamento pela desconhecida María Alejandra Muñoz, num episódio que evidenciava que também seu capital político estava desmoronando.

A queda

Em 24 de novembro passado, dia de seu julgamento pelo parlamento, Romo não compareceu presencialmente como, recordou, já havia feito por mais de 40 vezes em seus pouco mais de dois anos de ministério. A sessão foi virtual, mas sua defesa, feita por ela mesma, aconteceu diretamente do palácio presidencial, no salão de banquetes, cujo auditório contava com a presença do presidente Lenín Moreno, seus ministros e de representantes da Polícia Nacional, que a respaldavam. 

Teria três horas para se defender da principal acusação: a atuação da polícia nos protestos de 2019, principalmente a utilização de bombas de gás lacrimogêneo vencidas (o que ela já havia assumido). Sua defesa se baseou em justificar o que fez, afirmando estar o país sob um ataque coordenado de forças políticas opositoras que pretendiam estabelecer o caos no país. No fim, partiu para o ataque, disparando contra vários personagens da política equatoriana, especialmente Rafael Correa, dizendo que seu julgamento era na verdade por ter enfrentado esses grupos. 

Uma das parlamentares, Amapola Naranjo, aliada de Correa, diferente dos demais colegas de parlamento que participaram de seus escritórios, transmitiu sua intervenção de um galpão, acompanhada de pessoas que foram feridas pela polícia naqueles dias. Entre elas, a jornalista Jhajaira Urresta que perdeu um olho e acusava Romo de tentar suborná-la para que deixasse de falar sobre o que lhe aconteceu. Urrestra é candidata ao parlamento pela coalizão de Correa em fevereiro. O caso específico de pessoas que perderam uma das vistas nos protestos rendeu ainda um último e significativo golpe na imagem pública de Romo. No dia 30 de agosto, a edição número 18 da Revista Mariela – uma revista dita feminina que tem como público a estereotipada madame de classe média – trazia na capa a Romo. Produzida como poucas vezes era vista, a ministra vestia uma camisa estampada com a obra El Silencio, da artista quitenha Michelle Merizalde. A pintura representa o rosto de uma mulher com uma ferida no lugar do olho direito. A atitude foi assumida como uma provocação desnecessária e, principalmente, extremamente insensível e desmedida. Romo obviamente se justificou, mas era uma pá de terra mais na imagem da ministra.

Depois de nove horas de sessão, Maria Paula Romo foi finalmente destituída do posto de ministra por 104 votos a favor, 18 contra, 12 abstenções e três ausências. Quando viu que seu destino era irreversível, como na fábula de Esopo, disse que ser destituída por aquele parlamento seria, para ela, uma condecoração. Já no dia seguinte sua conta no Twitter não continha mais o título de Ministra de Gobierno. Mantinha, contudo o “feminista” e “de esquerda”. De capa, o poema “Sin Enemigos”, de Charles Mackay.  A mesma tem se dedicado a divulgar discretamente o livro Octubre, La democracia bajo ataque, que escreveu junto a sua amiga e chefa de gabinete Amelia Ribaderneira, contando sua versão do ocorrido. Mas seu projeto presidencial não pode ser considerado completamente aniquilado. Romo, ninguém nega, é extremamente hábil e perspicaz. Analistas consideram que ela, agora, voltará aos bastidores, para reconstruir sua imagem, mas mantém-se nos círculos de poder. Mesmo o banqueiro Guillermo Lasso, nome forte da direita neoliberal para as próximas eleições, já teceu elogios a María Paula antes de sua destituição, inclusive afirmando enigmaticamente que ela é uma ministra que “deve continuar”. 

Das aulas de Romo naquele início de mestrado recordo, honestamente, pouco. Apenas que falava pragmaticamente em justiça social, insistentemente de liberdade de expressão e romanticamente da democracia burguesa. Mencionou também, algumas vezes, o conservadorismo de sua família de médicos e sua orientação feminista, principalmente no que dizia respeito aos direitos reprodutivos. Para mim, restou a lembrança de ser muito evidente em sua fala que ela conhecia muito pouco da realidade social de grupos ameaçados a quem dizia defender, o que tratei apenas como mais uma burguesa tentando expiar sua culpa. Mas sua retórica progressista era bastante convincente. E enganou-nos a todos.

1 Comment

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s