Perfil – Davi Kopenawa

Davi Kopenawa

Uma série de filosofias ocidentais compartilharam a ideia de um indivíduo que constrói a si mesmo, um tanto quanto descolado da agência coletiva. Este modo de compreender as relações sociais foi apontado como uma fábula pela teoria feminista, por exemplo. A metáfora hobbesiana do homem com H maiúsculo que floresce como um cogumelo, sem família, sem laços sociais prévios e sem história, se revelou masculinista, eurocêntrica e individualista. A história de resistência do líder Yanomami, Davi Kopenawa, nos convida a adentrar o caminho oposto a este. Poderíamos, talvez, ‘’ler’’ a história do protagonismo de Kopenawa na luta indígena a partir desta metáfora. Contudo, buscamos, por outro lado, compreender Davi Kopenawa a partir do território de onde vem e da delimitação de suas lutas cotidianas. Ou seja, enquanto um importante defensor dos direitos indígenas, da demarcação e de um território livre da mineração, mas que tem sua inteligibilidade dependente de um mergulho na história de seu povo, os Yanomamis. Diríamos então que é, se não impossível, ao menos difícil, pensar a resistência do mesmo apenas no nível individual (este termo estranho), dado que se revela ilusório, pois não dá conta da pluralidade das vivências e agências que conformam a luta de Davi Kopenawa, uma resistência, portanto, coletiva. Neste perfil, buscamos oferecer não uma chave de leitura sobre o mesmo, mas buscar apanhar alguns pontos importantes de sua vida vivida que entremeiam, ao mesmo tempo, uma série de tessituras coletivas, que pela boca e mãos do xamã são anunciadas, sem exagero, aos quatro cantos do mundo.

A resistência

Não conheci meu pai, ele morreu de doença quando eu era pequeno, minha mãe me disse. Desde pequeno sofri junto do meu povo. Morreram muitos parentes de sarampo, malária, tuberculose, doenças de branco que matam até hoje. Morreu irmão, avô, tia… aí fiquei revoltado com homem da cidade. Mas eu sou protegido do grande pajé, então sobrevivi e passei a ser lutador. [E depois daquele episódio com os pastores] Comecei a falar com meu grande pajé, que chama Lourival e é meu sogro. Ele tá vivo, mora na aldeia. Eu precisava da força da natureza. Aí fiquei um mês só tomando yãkoãna [planta alucinógena ministrada pelos pajés] até conseguir sonhar. Sonhei com xabori, o espírito da floresta, e foi muito bom. Essa é a minha raiz, e ele falou pra eu ficar com ele.

Entrevista a Revista Trip. 2012[1]

Já neste breve relato é possível perceber a relação entre a biografia de Davi Kopenawa e a biografia do povo Yanomami. Poderíamos dizer que, em sentido amplo, a resistência do mesmo teve início, pelo menos, desde que nasceu, como ele relata acima, em recente entrevista à Revista Trip. O povo Yanomami, por sua vez, é diverso, composto por uma multiplicidade de aldeias, pelo menos 350. Seu território é extenso, e abrange diversos estados brasileiros, bem como, algumas partes da Venezuela. A história desse povo, então, não se enquadra facilmente nas fronteiras do Estado-nação, ou seja, estas não condizem com a extensão dos Yanomami.

É possível, ainda, marcar alguns acontecimentos que impulsionaram o xamã Kopenawa, para que este se tornasse um porta-voz dos Yanomami. Nos anos 80, os Yanomami eram atormentados pela presença do garimpo em seu território. Além do desmatamento que provocavam, os garimpeiros levavam distintas doenças (xawara) aos povos indígenas, o que fez com que estes sofressem anos a fio com a sua presença. O vermelho do mercúrio marcou o vermelho do sangue. Esta população foi dizimada, pelo ouro, ou, pelo que foi chamado de “corrida do ouro’’. É a partir deste momento que Davi surge como um porta-voz das demarcação das terras dos Yanomamis. O xamã, então, apresenta-se como um defensor assíduo dos direitos indígenas, importante nacional e internacionalmente. Na boca dele: “Eu sou um sobrevivente do Povo Yanomami. Eu escolhi esse caminho, do direito à nossa língua, à nossa terra, à nossa cultura, e é por isso que eu luto” (Kopenawa, 2019)[2].

Em 1992 as terras Yanomamis são demarcadas, no governo Collor. Para eles, isto não significou o fim das perturbações. O ouro canibal continua a atormentar o xamã, quando diz ‘’Aí vai vir trator, máquina pesada. Máquina vai vir como cobra grande que engole todo mundo. Não é só índio que vai morrer, não, todo brasileiro vai perder, destruição vai engolir todo mundo, passar aplainando a floresta. Não vai ter mais árvore, pássaro, água limpa, nada… a briga de vocês vai ser por água’’. Assim, Kopenawa tece uma forma de compreender a resistência que passa pelo território, pela dimensão poluidora do capitalismo, e pela anunciação do fim do mundo. E, esta luta contínua, é vivida de distintas maneiras, seja pela reivindicação de direitos junto ao estado brasileiro, seja pelo resgate do sangue Yanomami[3]. A história do garimpo, do mercúrio, do sarampo, do desmatamento ou da construção de hidrelétricas ainda está em curso, amontoando males que afligem o povo Yanomami e que são denunciados por Kopenawa. Isto fez com que sua vida seja um território da luta indígena. Davi então afirma:

Hoje a luta continua. Lutar é uma ferramenta para defender o direito do povo Yanomami e Ye’kwana, para defender o direito da terra-mãe, da água que corre, do rio que passa na Terra Yanomami — o Uraricoera, Mucajaí, Catrimani e, no Amazonas, o rio Paturi e Cauaburis. Eu olho para todos eles e tenho preocupação. O garimpo está sempre deixando a nossa vida triste. Vem deixando briga contra o empresário. Os garimpeiros começaram a aumentar em 2013. E eles não estão sozinhos; têm o empresário e o político por trás[4].

O xamã

É importante, se não indissociável pensar com Kopenawa a partir de uma perspectiva cosmológica Yanomami. Eduardo Viveiros de Castro, antropólogo, por exemplo, no prefácio à edição brasileira de A Queda do Céu (2015) inscreve ao xamã uma conduta de diplomacia entre seu povo e os brancos. Sua luta parece refletir isto. Ele se define ‘’como o “vigia” de seu povo e tem a função de defender a comunidade, a natureza e a floresta’’[5]. Davi vive a posição de vigia de seu povo, desde os costumes, até a busca pela proteção aos mesmos e aos direitos indígenas. Ele chega a descrever a Revista Trip sobre seu contato com os evangélicos:

A igreja que eu conheci e vi foram os crentes, pastores da Inglaterra, Estados Unidos e Canadá que chegaram na minha comunidade e ficaram lá morando com a gente, pregando evangelho para os Yanomami, mas a gente não conseguia entender. Eu era pequeno, tinha 10 anos. Pastor chegou com mulher e filho, aprendeu nossa língua e começou a dar aula de religião e ler Bíblia em Yanomami. Primeiro eu achava interessante. Falavam que deus mandou eles pra nossa terra, que mandou pra ajudar a não brigar, não fazer guerra e não fazer pecado (…) O pastor queria acabar com nossa pajelança, queria colocar evangelho no lugar do pajé. No começo eu acreditava, mas depois cresci, tinha 15, 20 anos, e descobri que o pastor fez o que falou pra todo mundo não fazer: pastor fez pecado. Namorou índia e não gostei. Falou que era pecado, mas pecou. Namorou minha prima. Então falei: “pastor, você é muito mentiroso, você tá errado, não acredito mais em você”. A partir daí comecei a pensar melhor e retornar ao meu criador Oman. Eu tava quase esquecendo, quase não acreditava mais… Hoje não quero mais evangélico com meu povo, não aceito que venha catequizar. Mas tem comunidade que tem pastor, tem padre.

O contato de Davi Kopenawa com igrejas neopentecostais faz parte desta rede de entrelaçamentos que abrange desde a vida pessoal à história de diversos povos indígenas no Brasil. O autor parece almejar relatar um outro legado, este aprendido entre seu povo, os Yanomamis, e que o tornou xamã. Ele assume uma postura em relação a transmissão de conhecimento indígenas que pode nos auxiliar a compreender, inclusive, sua obra. Assim ele afirma:

A cultura dos brancos é muito forte nas comunidades indígenas. O movimento nas cidades, os carros e aviões são como uma doença para as comunidades indígenas do Brasil. Nós, que moramos na floresta, tentamos explicar para nossos filhos que os políticos estão tentando acabar com nossa língua e nossos costumes. Por isso, queremos que nossas terras sejam demarcadas e homologadas. O homem da cidade também precisa aprender a respeitar a vida da natureza porque ela faz o bem, traz a saúde, alegria e tudo que precisamos para viver bem, sem brigas e sem doença. Mas a doença está muito grande para todos os povos da Terra e não somente para os índios. Outros povos indígenas já não falam mais a própria língua e não querem viver como viviam antes: caçar, pescar, trabalhar na roça, plantar mandioca, banana. A alimentação da cidade é muito forte, trai o nosso costume e acaba com a coragem de trabalho nas comunidades. Tem de ter um xamanismo, um curandeiro para curar a doença das florestas, as epidemias que pegam a nossa alma. Por isso é importante ter pajés nas aldeias para controlarem a onda do mundo; pajés que manejem o mundo para não chover e esquentar muito. O planeta é grande, mas os homens ricos ficam invadindo e mexendo nas nossas terras e na natureza.

A queda

O livro A Queda do Céu é um dos retratos mais famosos da cosmologia Yanomami já publicados. Em Yanomami, livro é descrito como ‘pele de imagem’. Davi, então, oferece à nós sua pele de imagem. A obra é descrita entre os antropólogos como o retrato mais fiel daquilo que Roy Wagner chamou de “contra-antropologia”. O livro percorre uma trajetória com uma narrativa que respeita a tradição da oralidade, na qual é possível perceber a marca xamânica de Kopenawa. O mesmo alcançou projeção Internacional com o lançamento do livro em francês La chute du ciel: paroles d’un chaman Yanomami (2010)na companhia de Bruce Albert. Outros livros foram produzidos, ou como homenagem, ou a partir da escrita de Kopenawa. Como Yanomami: l’esprit de la forêt (2003), em conjunto de Bruce Albert. Além disso, Kopenawa lançou um filme de mesmo nome da obra: https://survivalbrasil.org/filmes/ceu. O xamã foi reconhecido internacionalmente por sua luta pela causa indígena e pelos alertas que promove em relação a exploração deste território[6]. Antes da constituição coletiva do pensamento yanomami pelo xamã, que é, segundo Julie Dorrico, uma “autobiografia indígena’’. A vivência xamânica oferece a Kopenawa o contato com a escuta e com o sonho, experiências políticas que orientam a cosmologia de um povo. Como afirma José Antonio Kelly Luciani, “o que o Davi nos oferece em termos de pensamento são as relações entre o conhecimento que deriva desses sonhos, esses aprendizados oníricos, e nossas formas de aprender e apreender o mundo”[7]. Para além disso, diz Dorrico, ‘’No fundo, o que Davi ao longo da obra tentar deixar claro é uma profunda crítica ao homem ocidental pela sua obsessão em objetificar todos os seres do mundo, sejam eles elementos da natureza ou o próprio ser humano’’[8]. Continua Dorrico em entrevista à Unisinos, sobre o trabalho do xamã na obra ‘’A queda do céu’’: ‘’Davi Kopenawa pode ser tomado, nesse sentido, como um exemplo, posto que ele é um narrador que dá coesão, nesta obra, por meio de sua voz, memória e experiência, ao povo Yanomami em suas relações com as sociedades não indígenas, e nesse caso, por meio da escrita alfabética’’[9]. Já, José Antonio Kelly Luciani afirma: ‘’o livro constitui uma contribuição a vários níveis. O mais estrito, para a etnografia dos povos Yanomami: a amplitude dos temas tratados e o detalhe descritivo fazem deste livro uma espécie de enciclopédia Yanomami’’. Julie Dorrico afirma: ‘’A queda do céu. Palavras de um xamã Yanomami, que no fundo é seu grito silencioso em defesa à vida, não somente dos yanomamis, mas de todos os seres da terra’’. Davi Kopenawa é potente, de distintas maneiras, sobretudo na literatura sobre o fim do mundo, ou, se não, do planeta terra, deste mundo como conhecemos. Assim afirma[10]:

A floresta morre, como nós. Ela não vai nascer mais, a terra vai ficar pelada. Não podemos deixar isso acontecer porque não precisa. Nós precisamos é de saúde. Saúde é número um. Não sou só eu, mas todo o povo yanomami e ye’kwana. E nós todos também. Viver bem, todos de barriga cheia, banho na água limpa…

Davi Kopenawa, liderança política e xamã yanomami, durante filmagens da campanha do ISA #PovosDaFloresta (2019). Foto: Azul Serra/ISA

Referências

Revista Trip ‘’Davi Kopenawa Yanomami pouco conhecido em seu próprio país, ele é a mais respeitada liderança indígena brasileira’’ http://www.hutukara.org/index.php/hay/davi-kopenawa/305-revista-trip-davi-kopenawa-yanomami-pouco-conhecido-em-seu-proprio-pais-ele-e-a-mais-respeitada-lideranca-indigena-brasileira. Acesso: 15/08/20.

Revista Ihu – Unisinos ‘’O incomparável olhar Yanomami de Davi Kopenawa, entrevista especial com José Antonio Kelly Luciani’’ http://www.ihu.unisinos.br/159-noticias/entrevistas/570809-o-incomparavel-olhar-yanomami-de-davi-kopenawa-entrevista-especial-com-jose-antonio-kelly-luciani. Acesso: 15/08/2020.

Revista Hutukara ‘’Após 45 anos sangue Yanomami levado aos EUA é repatriado para RR’’ http://www.hutukara.org/index.php/hay/sangue-yanomami/795-g1-apos-45-anos-sangue-yanomami-levado-aos-eua-e-repatriado-para-rr

Revista Piseagrama ‘’O ouro canibal’’ https://piseagrama.org/o-ouro-canibal/. Acesso: 15/08/2020.

El país ‘’Fala-se Yanomami, Davi Kopenawa Yanomami’’ https://brasil.elpais.com/brasil/2014/08/02/cultura/1406991309_925068.html. Acesso: 14/08/2020.

Davi Kopenawa – Biografia https://www.survivalbrasil.org/davibiografia. Acesso: 17/08/2020.

Revista Ihu – Unisinos ‘’Eles são contra nossa vida porque protegemos a terra que o avô deles queria roubar’’ http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/591016-davi-kopenawa-eles-sao-contra-nossa-vida-porque-protegemos-a-terra-que-o-avo-deles-queria-roubar. Acesso: 14/08/2020.

Revista Ihu – Unisinos ‘’Bem-viver: um aprendizado para a comunidade’’ http://www.ihuonline.unisinos.br/artigo/3449-davi-kopenawa. Acesso: 14/08/2020.

Revista socioambiental ‘’A publicação da queda do céu revela o pensamento do povo Yanomami’’ https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/publicacao-a-queda-do-ceu-revela-o-pensamento-do-povo-yanomami. Acesso: 14/08/2020.

Revista Zum ‘’A história do retrato de Davi Kopenawa e o massacre na aldeia Yanomami de Haximu em 1993’’ https://revistazum.com.br/radar/davi-kopenawa-ormuzd/. Acesso: 14/08/2020.

Revista Zum ‘’Claudia Andujar e a tradução xamânica’’ https://revistazum.com.br/radar/andujar-traducao-xamanica/. Acesso: 15/08/2020.

Miscelânea de indicações

Entrevista ‘’Fala Kopenawa! Sem floresta não tem história’’ https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132019000100236

A queda do céu – Filme https://survivalbrasil.org/filmes/ceu

Artigo ‘’A queda do céu: um pas-de-deux entre um xamã e um antropólogo’’ https://journals.openedition.org/pontourbe/7544

Artigo ‘’O xamanismo na literatura indígena brasileira: da auto expressão e auto afirmação identitárias ao criticismo social e à resistência política: notas desde A queda do céu: palavras de um xamã yanomami, de Davi Kopenawa e Bruce Albert’’: https://periodicos.ufpb.br/index.php/graphos/article/view/41741

Artigo ‘’A escritura como hospitalidade em A queda do céu, de Davi Kopenawa e Bruce Albert’’ https://revistaveredas.org/index.php/ver/article/view/411

Artigo ‘’A queda do céu: autobiografia e testemunho’’ https://revistacult.uol.com.br/home/autobiografia-e-testemunho/

Trabalho de Conclusão de Curso ‘’O perspectivismo ameríndio e o território em A queda do céu : palavras de um xamã yanomami’’ https://bdm.unb.br/handle/10483/22593

Artigo ‘’Peles de Imagens’ de Davi Kopenawa e Bruce Albert: um ato de desobediência epistêmica rumo a decolonialidade da história indígena Yanomami’’’

https://www.revista.ueg.br/index.php/temporisacao/article/view/6810

Artigo ‘’O xamanismo visual: a noção do indizível na obra de Claudia Andujar’’ http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2013/resumos/R8-1537-4.pdf

Notas

1 – https://revistatrip.uol.com.br/trip-tv/davi-kopenawa-yanomami#16

2 – https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/davi-kopenawa-ganha-nobel-alternativo-e-faz-alerta-ao-mundo-garimpo-esta-matando-os-yanomami

3 – http://www.hutukara.org/index.php/hay/sangue-yanomami/795-g1-apos-45-anos-sangue-yanomami-levado-aos-eua-e-repatriado-para-rr

4 – http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/591016-davi-kopenawa-eles-sao-contra-nossa-vida-porque-protegemos-a-terra-que-o-avo-deles-queria-roubar

5 – http://www.ihuonline.unisinos.br/artigo/3449-davi-kopenawa

6 – https://www.socioambiental.org/pt-br/blog/blog-do-rio-negro/futuro-da-amazonia-esta-em-perigo-alerta-o-xama-davi-kopenawa-em-harvard

7 – http://www.ihu.unisinos.br/159-noticias/entrevistas/570809-o-incomparavel-olhar-yanomami-de-davi-kopenawa-entrevista-especial-com-jose-antonio-kelly-luciani

8 – http://www.ihu.unisinos.br/159-noticias/entrevistas/577936-o-catalogo-de-tragedias-aos-yanomami-na-voz-de-davi-kopenawa-entrevista-especial-com-julie-dorrico

9 – http://www.ihu.unisinos.br/159-noticias/entrevistas/577936-o-catalogo-de-tragedias-aos-yanomami-na-voz-de-davi-kopenawa-entrevista-especial-com-julie-dorrico

10 – http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/589991-o-pouco-indio-esta-protegendo-todo-o-planeta-diz-davi-kopenawa

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